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18 de abril de 2019

Café Lisboa | José Avillez


Inserido no lindíssimo Teatro Nacional de São Carlos, o Café Lisboa é um dos espaços mais emblemáticos do chef José Avillez. Este restaurante traz à memória o charme dos antigos cafés da cidade, com uma esplanada no exterior perfeita para os dias de sol.




Para começar experimentámos dois cocktails, um Café Lisboa e o delicioso Mojito.



Optámos por um Tártaro de polvo e umas Gambas com alho e malagueta como entradas.





Por ser um dos pratos estrela da carta do Café Lisboa não podíamos deixar de provar o Bacalhau à Brás com azeitonas explosivas!


Dividimos também um delicioso Bife de Atum com puré de Manjericão.


É difícil resistir à sobremesa...Dividimos um Toucinho-do-Céu de Lisboa com gelado de Framboesa e a Avelã, que também faz parte do menu do Cantinho do Avillez e da qual já era fã!



A decoração enquadra-se no espírito do Teatro Nacional de São Carlos, edifício datado do final do século XVIII.



Já conhecem este espaço?

13 de abril de 2019

Ara Shoes | Spring/Summer 2019


Com a Lara 

A Ara Shoes dispensa apresentações por aqui e desta vez fui conhecer a nova colecção Primavera/Verão à loja do Saldanha. São inúmeras as propostas trendy e confortáveis a que a marca já nos habituou. 



Com a simpática Catarina, uma das responsáveis da marca, a escolher os meus loafers que partilharei em breve num look.


Qual a cor que preferem?



As bailarinas ideais para o dia a dia


Os novos Fusion, super confortáveis e numa versão mais cool.

Quais os vossos favoritos?

9 de abril de 2019

Look | White Jumpsuit


Este foi o look que elegi para a entrevista com o Herman José já num registo de Primavera. Adoro jumpsuits e o da Massimo Dutti assumiu-se a escolha perfeita por ser confortável e versátil. Estou a usar com uns stilettos mas na correria do dia a dia fica igualmente perfeito com uns sapatos rasos ou sneakers. Por ser uma peça neutra estou certa que vou vestir imensas vezes! Também gostam deste registo?












Make up Dior by Bernardo Lima



Look

Jumpsuit Massimo Dutti S/S 19 | Stilettos Rockport 

Créditos Fotográficos Rute Obadia Fotografia 

6 de abril de 2019

Herman José | Na Primeira Pessoa


Herman José é um nome incontornável da minha infância...Recordo-me de passar o fim de ano à frente da televisão a ver os seus programas especiais, que ainda hoje guardo religiosamente! Acompanhei sempre o seu trabalho ao longo do tempo, admirando a sua perseverança e capacidade de se reinventar, o que na minha opinião o tornam no Pai da comédia portuguesa contemporânea! 

É também curioso registar numa conversa entre amigas, de diferentes gerações (20, 30, 40 anos) que nutrem por ele a mesma admiração e carinho. Foi por isso, uma enorme honra realizar esta entrevista, e a primeira vez que, perante alguém que tanto admiro, senti as pernas tremer e uma mistura de nervoso miudinho e muita vontade de rir. É impossível não ficarmos de bom humor perante as suas piadas, a sua atenção ao outro, como se tentasse absorver de nós tudo o que lhe podemos transmitir. Um homem extremamente culto, inteligente, atento ao pormenor e que apesar do sucesso trabalha todos os dias para fazer cada vez melhor.


O Herman é uma referência intergeracional. Como se consegue reinventar para continuar no topo ao longo de tantos anos? 

O segredo é viver em estado de constante paixão pela profissão e de muito respeito pelo público que gosta de nós. Mantê-lo interessado no nosso trabalho é como cuidar de um Bonsai. É um trabalho constante, obsessivo e que nunca pode nem deve ser descurado. Tal como numa relação amorosa, há que ceder à tentação de deixar que qualquer forma de rotina se instale e começar cada dia como se fosse o primeiro. Sem tiques, sem manias, sem indolências, sem certezas. A decadência instala-se no dia em que achamos ser o centro do nosso mundo.


Televisão, cinema, rádio, televisão, o palco…? Qual é o formato com que mais se identifica? 

Eu diria que uns não podem viver sem os outros, mas a ter de escolher seriam os palcos. Há no trabalho ao vivo, uma energia, uma variedade e uma entrega que não se conseguem em nenhum outro meio de comunicação. Desde a Grécia antiga, que a representação se mantém como o mais nobre dos desafios. Pena que a memória resulte tão caduca. Nesse aspeto, não deixo de me encantar pela perenidade do cinema e da televisão, que nos mantém vivos e intemporais, como acontece com os meus programas de sucesso sempre que são repostos.


Já fez todo o tipo de registos em televisão…Faz parte dos seus planos voltar a ter um programa só de sketches ao estilo de Tal Canal ou de um mais recente Herman Enciclopédia? 

O lema na minha vida é “Nunca digas nunca!”. Nesta fase, só o conseguiria mesmo que a semana passasse a ter pelo menos 20 dias…A itinerância rouba-me muito tempo. O programa que faço atualmente da RTP, o “Cá Por Casa”, representa o máximo denominador comum entre tempo de estúdio, horas de escrita e dias de gravação. 


“Eu é mais bolos”…”Não havia necessidade…”. As pessoas continuam a dirigir-se a si com algumas das expressões mais emblemáticas dos seus papeis? 

Sem modéstias confesso-me espantado com a longevidade das muitas frases que criei. Mas fico ainda mais assoberbado quando constato que também as gerações mais novas as descobriram e adoram. Chega a ser comovente. 


Quais as personagens que criou que mais o marcaram? 

A primeira grande personagem foi o Tony Silva nascido em 1980. O comentador José Estebes mantém um êxito surpreendente. Nasceu em 1983 e até tem direito a lugar no museu do FCP. O Serafim Saudade, nascido em 1985, fecha ainda hoje todos os meus espetáculos e é o rei de todos os karaokes. Finalmente não posso deixar de salientar o “Nelo”, que ao lado da sua “Idália” (Maria Rueff) é vedeta incontestada no meu programa das quartas-feiras.


Como lida e qual a importância das redes sociais para si? 

Hoje em dia são uma espécie de “braço armado” da carreira e da venda de bilhetes. É impensável viver sem elas. Nunca o público esteve tão perto dos seus artistas. É um processo fascinante. 


O Herman conheceu várias evoluções da televisão. Como caracteriza a programação de hoje em dia? 

A possível. As televisões generalistas lutam com todas as armas para não se deixarem esvaziar pela concorrência das novas plataformas. Uma verdadeira dor de cabeça para quem as dirige!


Utilizou muitas vezes a sátira como instrumento. Os humoristas têm responsabilidade social em denunciar alguns comportamentos ou situações? 

A primeira responsabilidade de um humorista é fazer rir. Com qualidade e atrevimento. Se para além disso conseguirem juntar ao seu trabalho uma função social, melhor. Mas sem que o público se aperceba. As pessoas não gostam que as tratem como entidades acéfalas que carecem de formação por entidades que se assumem como detentores da moral e da verdade. 


Que humoristas da nova geração o fazem rir? 

Muitos. Todos aqueles que tratam esta arte com profissionalismo e que lutam no dia a dia para burilar as suas faculdades. Aos outros, o tempo se encarregará de os mandar para o lixo. 


Referiu algumas vezes que Portugal é um país pequeno…Se pudesse ter escolhido outro local para a sua carreira qual seria? 

A resposta é óbvia: quem não gostaria de ter sucesso no berço de todos o “show business”, os Estados Unidos da América? 


Que representa este disco “Amanhã Faço Dieta”? 

No fundo, é a atualização dos meus temas mais emblemáticos, com ritmos irresistivelmente dançáveis. O “Amanhã Faço Dieta”, que foi escrevi em 2012 para fechar um programa, viralizou e passou a “hino dos gorditos”. Fui quase intimado a gravá-lo, tantos foram os pedidos. 



Como se define como homem? 

Um tipo honesto, ambicioso, epicurista, trabalhador e avassaladoramente pragmático. Só acredito naquilo que vejo e no que a ciência me pode provar. 


Obrigada Herman foi um enorme prazer!



Agradecimentos Rooftop Hotel Mundial



Look

Jumpsuit Massimo Dutti S/S 19 | Stilettos Rockport 

Créditos Fotográficos Rute Obadia Fotografia