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6 de março de 2026

Peggy Guggenheim Museum | Venice


O Museu Peggy Guggenheim, em Veneza, é um destino obrigatório para os amantes de arte moderna. Instalado num elegante palacete à beira do Grande Canal, o museu combina a beleza arquitectónica do edifício com uma impressionante colecção de obras de arte do século XX. O charme do local, última residência de Peggy Guggenheim, e onde repousam os seus restos mortais, estende-se aos seus jardins. As esculturas de artistas icónicos integram-se harmoniosamente com a paisagem, criando uma experiência estética completa.

The Peggy Guggenheim Museum in Venice is a must-see destination for lovers of modern art. Housed in an elegant palace on the Grand Canal, the museum combines the architectural beauty of the building with an impressive collection of 20th-century artworks. The charm of the place, Peggy Guggenheim's last residence and where her remains rest, extends to its gardens. Sculptures by iconic artists blend harmoniously with the landscape, creating a complete aesthetic experience.






Sphere No. 4” - Arnaldo Pomodoro 1926.



Roaring Lion II - Mirko Basaldella 1956.





Na altura em que visitámos estava patente a exposição "A Anatomia de um Espaço", dedicada à artista portuguesa Maria Helena Vieira da Silva. A mostra itinerante conta com 70 obras do seu espólio, vindas de vários museus e colecções privadas.

At the time of our visit, the exhibition ‘The Anatomy of a Space’ was on display, dedicated to Portuguese artist Maria Helena Vieira da Silva. The travelling exhibition features 70 works from her collection, coming from various museums and private collections.


The Card Game - 1937


Checkmate - 1950


Bibliothèque (Library) 1949 - Vieira Da Silva

Estes são alguns dos meus quadros preferidos da pintora, cuja linguagem característica é marcada por linhas entrelaçadas, planos complexos e profundidade quase labiríntica. Vieira da Silva transforma as suas obras numa exploração do espaço, da luz e do movimento, aproximando a representação de uma experiência visual abstracta e poética. 

These are some of my favourite paintings by the artist, whose characteristic style is marked by intertwined lines, complex planes and an almost labyrinthine depth. Vieira da Silva transforms her works into an exploration of space, light and movement, bringing the representation closer to an abstract and poetic visual experience.


Em destaque, os retratos de Maria Helena Vieira da Silva e Arpad Szenes. Embora representem os próprios artistas não se tratam de auto-retratos tradicionais, sendo interpretações que revelam traços da personalidade e da relação do casal. Estes trabalhos demostram como a artista conseguia fundir a vida pessoal e expressão artística de forma singular.

As center pieces the portraits of Maria Helena Vieira da Silva and Arpad Szenes. Although they depict the artists themselves, these are not traditional self-portraits, but rather interpretations that reveal aspects of the couple's personality and relationship. These works demonstrate how the artist was able to blend her personal life and artistic expression in a unique way.


Composition - 1936 Vieira da Silva







On the Beach (La Baignade) - Pablo Picasso 


A colecção permanente do museu inclui obras de alguns dos mais importantes nomes da arte moderna, como Pablo Picasso, Salvador Dali, Jackson Pollock, Joan Miró e Constantin Brâncusin, oferecendo um panorama abrangente do cubismo, surrealismo e expressionismo abstracto. Este espólio foi sendo reunido por Peggy Guggeihem ao longo do tempo, sendo fruto do seu olhar único e ousado para a arte da vanguarda. 

The museum's permanent collection includes works by some of the most important names in modern art, such as Pablo Picasso, Salvador Dali, Jackson Pollock, Joan Miró, and Constantin Brâncusin, offering a comprehensive overview of Cubism, Surrealism, and Abstract Expressionism. This collection was assembled by Peggy Guggenheim over time, the result of her unique and daring eye for avant-garde art.



Woman with animals (Madame Raymond Duchamp-Villon) - Albert Gleizes 1914


Birth of Liquid Desires (La naissance des désirs liquides) - Salvador dali 1929.


The Angel of the City - Marino Marini


Vejam o reels aqui em Breakfast_tiffanys_blog

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27 de outubro de 2022

YSL | Marrakech Opened My Eyes to Color


A convite do Palácio Duques de Cadaval estive presente na inauguração de uma mostra de arte e aproveitei para fazer uma visita privada à "YSL  Marrakech Opened My Eyes to Color" que está patente até 30 de Outubro. 


Jardin Majorelle 1985

Dividida em 3 capítulos, esta exposição revela a paixão de  Yves Saint Laurent pela cidade de Marraquexe e pela sua cultura. LOVE combina Moda e Artes Plásticas, numa explosão de cores e formas.  “Descobrir Marraquexe foi um grande choque. Esta cidade abriu-me os olhos para a cor”, afirmou o criador francês após a sua primeira viagem em 1966.


Postal de Hicham Berrada, que tinha em comum com YSL a paixão pela serpente.

Um dos momentos desta mostra, com curadoria da crítica de arte Mouna Mekouar, apresenta trabalhos de 13 artistas marroquinos de diferentes gerações e disciplinas, cuja obra é influenciada pela visão criativa de Yves Saint Laurent, especialmente pelo seu uso ousado da cor e do espaço. O ponto de partida para a exibição são os famosos pósteres Yves Saint Laurent, que o criador enviou, durante 27 anos, em forma de cartões de boas festas por altura do Natal. Usando novas paletas de cores, colagens, desenhos e guaches, tendo sempre como mote a palavra LOVE, os postais eram inspirados em Marrocos.






Este belíssimo trabalho de Sara Ouhaddou combina a manipulação do vidro e a experimentação com um alfabeto pessoal influenciado pela arte berbere, cuja abstração geométrica inspirou a artista. Fazendo uso de uma panóplia de motivos e cores, conta a historia e a evolução dos vitrais nas casas marroquinas, um fascínio que partilha de resto com o criador YSL, que foi beber muito do seu trabalho às artes decorativas de Marrocos, nomeadamente destes.


Estas duas esculturas metálicas, pintadas em forma de palmeira, foram concebidas por Yto Barrada com alguns arranhões e falta de lâmpadas propositadamente para terem este aspecto. As suas cores correspondem às dos táxis em algumas cidades marroquinas. A palmeira tornou-se uma imagem importante na obra recente da artista, sendo um icónico símbolo local.



Com curadoria de Alexandra de Cadaval, este capítulo apresenta o trabalho de Noureddine Amir, o primeiro designer de moda marroquino a exibir uma coleção de Alta Costura em Paris, a convite da Fédération de la Haute Couture, em julho de 2018. Os seus vestidos escultóricos desfazem a fronteira entre moda, arte e arquitectura, sendo único na forma como domina materiais para responder às suas próprias e complexas exigências, revisitando e reimaginando elementos naturais e primordiais como a juta, a ráfia, a lã, e o algodão.


Musselina de seda aparada com tubos de seda e fios metálicos, uma verdadeira obra de arte.



Uma forma original de utilizar a serapilheira (juta) bordada.


Stephen Janson, é o curador da exposição que a a Igreja de São João Evangelista, Palácio Duques de Cadaval, acolhe e que lança um olhar sob a forma como a cor foi preponderante ao longo de toda a carreira de YSL navegando entre os clássicos, do bege ao azul-marinho, passando pelos pretos e vermelhos. Contudo, foi depois da sua primeira visita a Marraquexe, em 1966, que se deu uma transformação cromática que teve origem na malha humana, na luz da cidade. Stephen Janson sublinha que após essa viagem, a forma de colorir de YSL nunca mais foi a mesma. O impacto desta descoberta no trabalho de YSL é evidenciado num conjunto de 14 looks — provenientes da Fondation Pierre Bergé-Yves Saint Laurent e de colecções privadas — cuidadosamente seleccionados e expostos.


As peças, de grande beleza, são muitas delas bordadas a ouro, e ainda extremamente actuais!


A qualidade dos materiais é igualmente indiscutível, sendo predominantes a seda, o veludo e a lã.


Se passarem por Évora não deixem de visitar, de terça a domingo, das 10h00 às 18h00 e até ao final do mês de Outubro.


Com a simpática anfitriã, Diana de Cadaval e o André.



Este look já tinha usado no restaurante Girafe em Paris mas achei que se adequava igualmente a um cocktail.