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18 de outubro de 2014

Pinktober Uma Causa de Todos Nós! | Outubro de 2014


É com muita honra que pelo terceiro ano consecutivo sou a bloguer oficial do Pinktober, já na sua 15ª edição Internacional. Em Portugal esta é uma campanha conjunta entre o Hard Rock Cafe e a Laço que reverte a favor da Prevenção do Cancro da Mama e da sua investigação.


Novos cocktails, concertos filantrópicos, merchandising de edição limitada, sorteio de uma guitarra fender cor-de-rosa e muitas outras iniciativas vão apoiar a Laço a lutar contra o cancro da mama.


Tive oportunidade de falar com algumas das mulheres que se associaram a esta causa e deixo aqui o seu testemunho.
 

A minha querida amiga Adelaide de Sousa

Adelaide qual é a importância de mais uma vez te associares a esta causa?

A importância é a de sempre, porque infelizmente os números não melhoraram, pelo contrário pioraram. Em termos dos diagnósticos que são vão fazendo, são 11 mulheres cada dia que são diagnosticadas com cancro de mama, segundo os dados da organização mundial de saúde, 4 dessas provavelmente não sobrevivem e por isso mais uma vez estou a chamar a atenção para a causa do cancro da mama e da sua prevenção e quando a prevenção já vem tarde para o tratamento do cancro da mama. 


Podemos falar sobre o teu próximo projecto?

Claro que podemos! A partir desta semana já vai estar disponível nas livrarias pelo Pais fora, desde a FNAC, à Bertrand e também online no site da FNAC, o nosso livro chamado “Mulheres Guerreiras", histórias de esperança, coragem e superação. É o tal livro que andava prometido há muito tempo, que tinha como base a exposição de fotografia que começou no ano passado, o segundo passo era o lançamento do livro, era isso a que nós almejávamos desde a última vez que falamos.

Entretanto muita coisa aconteceu…Tive um encontro fortuito com a editora, a Verso de Kapa, com a Maria João Mergulhão. Apesar de já ter recebido alguns nãos, pensei porque não? Vou lá falar com ela! Portanto fui assim pé ante pé com luvas de pelica e pantufas e ela recebeu-me de braços abertos. Logo ali expliquei-lhe um bocadinho do projecto, da ideia do livro e ela disse sim senhor, venha falar comigo. Mas o venha falar comigo foi sentarmo-nos eu e o Tracy, que é o autor do projecto (somos co-autores do livro), só mais um minuto ou dois e ela dizer-me ok então nós vamos editar o livro. Aí caiu-me a ficha que finalmente ia acontecer e foi um dia super emocional. A partir daí foi “ok será que tenho mesmo tudo pronto para o livro sair?” Foi um contra relógio terrível, foi duríssimo, e devo dizer-te que foi mesmo um grande teste de superação. Claro que não pretendo compará-lo de todo àquilo por que as pessoas passam numa doença como é o cancro mas no sentido de ultrapassar os meus próprios obstáculos e os obstáculos de mim e do Tracy enquanto casal. Tudo isso foi uma grande, grande prova. E graças a Deus conseguimos ultrapassar porque houve ali momentos mesmo muito duros, de sentarmo-nos os dois, de termos de cortar texto e editar e mudar coisas e são duas cabeças diferentes, às vezes duas opiniões diferentes e como casal pode ser muito, complicado mas sobrevivemos. O meu filho que tem 5 anos, no meio disto tudo bate-nos à porta e diz “mãe, pai, vocês têm que trabalhar juntos!”. E nós ficamos os dois a olhar um para o outro a pensar ok o puto tem 5 anos, o que é isto? É porque é mesmo evidente. E então pronto aí conseguimos ter um bocadinho mais de calma e de amor para considerar o outro, para pensar ok isto ultrapassa-nos a nós. É uma coisa que tem uma importância muito superior à mim enquanto pessoa e a nós enquanto casal e é um problema que infelizmente nos ultrapassará em longevidade.

Colocámos as ideias em ordem e conseguimos finalmente entregar o livro dentro do prazo e fazer a última entrevista que foi à Joana de Sousa Cardoso, que é também a madrinha do livro.


Juntámos todas estas histórias, contámos também com o depoimento da médica oncologista, da psicoterapeuta e incluímos ainda algumas perguntas mais frequentes, alguns sites interessantes, linhas de apoio, entre outros.

Uma das características que destaco, apesar de não ser não completamente original, é que temos um espaço para poder escrever no próprio livro. Um lugar onde a mulher pode escrever a sua própria história. Um capitulo a que chamamos mesmo a minha história e que é um convite a que as pessoas ponham as coisas no papel, o que ajuda muito em termos terapêuticos e depois se tiverem desejos no fim, se o conseguirem fazer, se é que isso algum dia acontecerá, porque algumas mulheres nunca o irão querer fazer, mas se quiserem podem oferecer o livro a outra mulher que esteja a passar por aquilo com a sua história. A ideia é o pay for it, o que tu passaste pode ser transmitido a outras pessoas e a ideia do livro é toda essa, que transmitas aquilo que aprendeste. É um livro de inspiração cristã e nós não escondemos isso e falamos nas notas introdutórias ao livro. Falamos sobre Deus e o nosso entendimento, o sofrimento e o pensar porque é que um Deus bom permite uma coisa como esta, não é? E é o nosso entendimento limitado com certeza porque somos seres humanos e portanto limitados mas é a nossa interpretação do significado do sofrimento na vida das pessoas e o que ele pode ou não trazer. Há uma expressão que o Tracy utiliza que eu acho muito feliz que é “O que é que se pode ganhar perdendo?” O que é que tu tens de perder para ganhares outras coisas. Nós sabemos que essa é a lei da vida, que para tu ganhares sabedoria tens de perder juventude e isso é uma das ideias fundamentais do livro, o que é que tu ganhas quando te dispões a perder?

Algumas mulheres dispuseram-se a perder o cabelo, mama, muitos até o relacionamento amoroso, outras amigos que acharam que conseguiam aguentar e não conseguiram, afastaram-se. E uma delas até dá mostras de uma grande nobreza dizendo “tudo bem eu compreendo os meus amigos, provavelmente fui eu que me isolei tanto que acabei por ostraciza-los”. Portanto é esta consciência do outro que elas ganharam, apesar de aquilo lhes ter acontecido elas ganharam uma consciência da outra pessoa, daquilo que ela pode estar a sentir, uma certa empatia se quiseres pelo que os outros poderão também experimentar. Histórias mesmo muito diferentes umas das outras mas o nosso objectivo principal é mostrar que nessa diferença elas têm qualquer coisa em comum.

É difícil pores o dedo na ferida e o que nós queremos é que as pessoas quando leem o livro pensem nisso. Pensem o que é que é isto, o que é que é comum a estas 11 mulheres? Uma de 21, outra de 65, uma empregada domestica, outra dona de uma empresa, o que é que elas têm em comum? E eu acho que esse é o desafio que nós lançamos às pessoas, descobrirem o que estas mulheres têm em comum e o que lhes podem trazer à sua própria vida, enquanto exemplo de superação, obstáculos…

O lançamento vai ser no espaço da Delta Cafés nas Amoreiras e será em formato tertúlia. No lançamento vou estar eu, o Tracy, em princípio o Rui Nabeiro da Delta, uma medica oncologista, uma das sobreviventes e a psicoterapeuta. Vou servir um pouco de moderadora e comentadora ao mesmo tempo.


Helena Ramos, apresentadora

Helena qual a importância de mais uma vez se associar a esta causa?

É imensa, ninguém está livre de ter de passar por um tormento destes numa circunstância destas e portanto acho que nós todos devemos juntar-nos e de facto acarinharmos estas causas, porque o que hoje a causa de uns, amanhã pode ser a minha causa, não é? E se não for aqui pode ser noutro lado qualquer, portanto é uma doença que tem uma dimensão terrível mas que nós também temos que desmistificar. E dar esperança, dizer que realmente tudo se trata, importante é ter um espírito postico. E este azul (t-shirt) é muito curioso porque ouvi dizer que tem também a ver com os homens, não é? Que os homens também tem cancro de mama e acho que cada vez há mais. Portanto e felizmente já há homens sensíveis a isto. "Olha uma amiga minha foi-lhe diagnosticado este problema no dia seguinte o marido deixou-a, mas esses não são homens." Há homens sensacionais e que dão muito apoio Tenho uma outra amiga que tinha um namorado recente e foi-lhe diagnosticado um cancro de mama e ele ficou, foi o grande apoio dela, um homem extraordinário, já estão casados.

Há histórias muito felizes e portanto eu acho que estas coisas acontecem…Temos é de olhar para isto e dar o valor que isto tem. É uma doença crónica e as pessoas têm de ter essa noção. Uma doença crónica que fica sempre e as pessoas tem de ir fazendo rastreios e não devem faltar às avaliações mas a medicina está muito mais evoluída e as pessoas com um bom espirito podem sair vencedoras de tudo o que nos acontece na vida. Por isso é tão importante dar este contributo porque é como digo amanhã posso ser eu a ter um cancro de mama.


Rita Andrade, apresentadora
 
Porque é que se associou a esta causa?

Eu acho que há muito receio de todas as mulheres e por isso também há muito atenção a esta causa. É importante que a investigação continue, é importante que tenhamos cada vez mais apoio para as mulheres que sofrem de cancro da mama e eu como mulher não podia deixar de estar aqui a apoiar esta causa claro. Há muito receio de todas as mulheres, sou só mais uma, que sinto solidariedade para quem o tem e muita vontade que a investigação continue para que menos vidas sejam afectadas com esta doença.


Luísa Barbosa, apresentadora

Porque é que se associou a esta causa?

Cada vez mais, ou pelo menos eu tenho tido noção,  há mais mulheres jovens a serem confrontadas com o cancro da mama e eu acho que qualquer campanha que chame a atenção, que lembre às mulheres mesmo jovens que têm de estar atentas a este problema e também que podemos ajudar a obter fundos quer para investigação, quer para depois tornar possível o tratamento das pessoas que têm mais dificuldades financeiras. Acho que são sempre boas razões para nós darmos a cara e foi isso que fiz!


Cláudia Borges, apresentadora


Cláudia porque é que se associou a esta causa?

Acima de tudo como mulher acho que é impossível não nos associarmos. A uma causa como esta, ninguém, principalmente a mulher, pode ficar indiferente. Depois porque infelizmente tive alguns casos na família que não terminaram da melhor forma e mesmo que tivessem terminado de uma boa forma associar-me-ia sempre a esta causa. E é tudo isso, o facto de ser mulher, o facto de já ter vivido de perto bastantes situações na família. Infelizmente já vi partir muita gente e todos devemos lutar contra esta doença, que é a doença da moda quer queiramos quer não. Se todos nos associarmos para que a luta, para que a pesquisa continue, fazemos a diferença e algum dia vamos conseguir pôr fim a isto.


Lynne  Archibald, Presidente da Laço

Lynne o que mudou durante este último ano na luta contra o cancro da mama e em que medida a parceria com o Hard Rock Cafe ajudou na evolução desta pesquisa?

Com a ajuda do Hard Rock Cafe, a Laço atribuiu duas bolsas no valor de 25 mil Euros cada em 2014. As vencedoras foram Joana Paredes, do IPATIMUP no Porto, que está a desenvolver um projecto sobre o cancro de mama “Triplo-negativo”, e Diana Gaspar, do Instituto de Medicina Molecular (IMM) da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, que está a desenvolver um projecto na área das metástases do cérebro. São duas áreas fundamentais na procura duma cura para o cancro da mama porque neste momento nem uma nem outra tem tratamentos adequados.


Mauren Faria, Sales & Marketing Manager do Hard Cafe Lisboa

Mauren qual a importância de mais uma vez o Hard Rock Café se associar à Laço em mais uma acção Pinktober?

O Hard Rock Café está associado a várias causas, quase todo o mês temos aqui um campanha filantrópica. Pessoalmente acho que o Pinktober é uma causa realmente muito forte. Estava a pesquisar dados e realmente um milhão e setencentas mil mulheres morrem por ano de cancro de mama, ou seja é uma doença muito triste. Ainda ontem estava a conversar com o staff e falei para eles “eu espero que ninguém aqui tenha passado por isso nem tenha ninguém na família” mas eu tenho certeza que todos conhecem alguém que já teve e de facto nós somos 92 funcionários no Hard Rock e todos conhecem alguém que já passou por isso e é sempre bom também retribuir com uma associação local onde estamos, não é? 


Durante o mês de Outubro irão decorrer ainda dois concertos solidários no Hard Rock Cafe Lisboa, inseridos na acção mundial Pintktober. Dia 23 Mikkel Solnado e no dia 26 Peste & Sida, o valor da entrada, 6.00, reverte na integra para a associação Laço. 


Cabe a cada um de nós fazer a diferença e ajudar esta causa!


Créditos Fotográficos Rute Obadia Fotografia

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