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30 de março de 2020

Directo com Leonor Seixas


Partilho convosco o directo que fiz com a minha amiga Leonor Seixas no Instagram do breakfast_tiffanys-blog.


 Vejam também a entrevista com a actriz aqui.

6 de abril de 2019

Herman José | Na Primeira Pessoa


Herman José é um nome incontornável da minha infância...Recordo-me de passar o fim de ano à frente da televisão a ver os seus programas especiais, que ainda hoje guardo religiosamente! Acompanhei sempre o seu trabalho ao longo do tempo, admirando a sua perseverança e capacidade de se reinventar, o que na minha opinião o tornam no Pai da comédia portuguesa contemporânea! 

É também curioso registar numa conversa entre amigas, de diferentes gerações (20, 30, 40 anos) que nutrem por ele a mesma admiração e carinho. Foi por isso, uma enorme honra realizar esta entrevista, e a primeira vez que, perante alguém que tanto admiro, senti as pernas tremer e uma mistura de nervoso miudinho e muita vontade de rir. É impossível não ficarmos de bom humor perante as suas piadas, a sua atenção ao outro, como se tentasse absorver de nós tudo o que lhe podemos transmitir. Um homem extremamente culto, inteligente, atento ao pormenor e que apesar do sucesso trabalha todos os dias para fazer cada vez melhor.


O Herman é uma referência intergeracional. Como se consegue reinventar para continuar no topo ao longo de tantos anos? 

O segredo é viver em estado de constante paixão pela profissão e de muito respeito pelo público que gosta de nós. Mantê-lo interessado no nosso trabalho é como cuidar de um Bonsai. É um trabalho constante, obsessivo e que nunca pode nem deve ser descurado. Tal como numa relação amorosa, há que ceder à tentação de deixar que qualquer forma de rotina se instale e começar cada dia como se fosse o primeiro. Sem tiques, sem manias, sem indolências, sem certezas. A decadência instala-se no dia em que achamos ser o centro do nosso mundo.


Televisão, cinema, rádio, televisão, o palco…? Qual é o formato com que mais se identifica? 

Eu diria que uns não podem viver sem os outros, mas a ter de escolher seriam os palcos. Há no trabalho ao vivo, uma energia, uma variedade e uma entrega que não se conseguem em nenhum outro meio de comunicação. Desde a Grécia antiga, que a representação se mantém como o mais nobre dos desafios. Pena que a memória resulte tão caduca. Nesse aspeto, não deixo de me encantar pela perenidade do cinema e da televisão, que nos mantém vivos e intemporais, como acontece com os meus programas de sucesso sempre que são repostos.


Já fez todo o tipo de registos em televisão…Faz parte dos seus planos voltar a ter um programa só de sketches ao estilo de Tal Canal ou de um mais recente Herman Enciclopédia? 

O lema na minha vida é “Nunca digas nunca!”. Nesta fase, só o conseguiria mesmo que a semana passasse a ter pelo menos 20 dias…A itinerância rouba-me muito tempo. O programa que faço atualmente da RTP, o “Cá Por Casa”, representa o máximo denominador comum entre tempo de estúdio, horas de escrita e dias de gravação. 


“Eu é mais bolos”…”Não havia necessidade…”. As pessoas continuam a dirigir-se a si com algumas das expressões mais emblemáticas dos seus papeis? 

Sem modéstias confesso-me espantado com a longevidade das muitas frases que criei. Mas fico ainda mais assoberbado quando constato que também as gerações mais novas as descobriram e adoram. Chega a ser comovente.


Quais as personagens que criou que mais o marcaram? 

A primeira grande personagem foi o Tony Silva nascido em 1980. O comentador José Estebes mantém um êxito surpreendente. Nasceu em 1983 e até tem direito a lugar no museu do FCP. O Serafim Saudade, nascido em 1985, fecha ainda hoje todos os meus espetáculos e é o rei de todos os karaokes. Finalmente não posso deixar de salientar o “Nelo”, que ao lado da sua “Idália” (Maria Rueff) é vedeta incontestada no meu programa das quartas-feiras.


Como lida e qual a importância das redes sociais para si? 

Hoje em dia são uma espécie de “braço armado” da carreira e da venda de bilhetes. É impensável viver sem elas. Nunca o público esteve tão perto dos seus artistas. É um processo fascinante. 


O Herman conheceu várias evoluções da televisão. Como caracteriza a programação de hoje em dia? 

A possível. As televisões generalistas lutam com todas as armas para não se deixarem esvaziar pela concorrência das novas plataformas. Uma verdadeira dor de cabeça para quem as dirige!


Utilizou muitas vezes a sátira como instrumento. Os humoristas têm responsabilidade social em denunciar alguns comportamentos ou situações? 

A primeira responsabilidade de um humorista é fazer rir. Com qualidade e atrevimento. Se para além disso conseguirem juntar ao seu trabalho uma função social, melhor. Mas sem que o público se aperceba. As pessoas não gostam que as tratem como entidades acéfalas que carecem de formação por entidades que se assumem como detentores da moral e da verdade. 


Que humoristas da nova geração o fazem rir? 

Muitos. Todos aqueles que tratam esta arte com profissionalismo e que lutam no dia a dia para burilar as suas faculdades. Aos outros, o tempo se encarregará de os mandar para o lixo. 


Referiu algumas vezes que Portugal é um país pequeno…Se pudesse ter escolhido outro local para a sua carreira qual seria? 

A resposta é óbvia: quem não gostaria de ter sucesso no berço de todos o “show business”, os Estados Unidos da América? 


Que representa este disco “Amanhã Faço Dieta”? 

No fundo, é a atualização dos meus temas mais emblemáticos, com ritmos irresistivelmente dançáveis. O “Amanhã Faço Dieta”, que foi escrevi em 2012 para fechar um programa, viralizou e passou a “hino dos gorditos”. Fui quase intimado a gravá-lo, tantos foram os pedidos. 


Como se define como homem? 

Um tipo honesto, ambicioso, epicurista, trabalhador e avassaladoramente pragmático. Só acredito naquilo que vejo e no que a ciência me pode provar. 


Obrigada Herman foi um enorme prazer!



Agradecimentos Rooftop Hotel Mundial



Look

Jumpsuit Massimo Dutti S/S 19 | Stilettos Rockport 

Créditos Fotográficos Rute Obadia Fotografia


26 de dezembro de 2018

O Ano em Entrevistas | 2018


O ano de 2018 começou da melhor maneira com uma entrevista cheia de luz e boa energia com a actriz Leonor Seixas, que teve lugar no Iberostar Lisboa. Foram muitas as vivências que partilhou, de bailarina clássica a actriz, passando pelo seu percurso pelo Brasil e Estados Unidos, entre tantas outras experiências. Leiam a entrevista aqui.


A decoradora Rita Salgueiro foi a responsável pela mesa do lanche de celebração do 8º aniversário do Breakfast@Tiffany's e a entrevistada do mês de Março. Tivemos oportunidade de falar sobre vários dos seus projectos e da sua paixão pelo design de interiores. Podem ler a entrevista aqui.


Encontrei-me com Cristina Branco no Teatro Tivoli, aproveitando o lançamento do seu CD "Branco", para ficar a conhecer um pouco mais sobre este álbum que designa como sendo "acima de tudo sobre encontros, sem preconceitos, sobre a realidade, a vida normal sem deuses ou super-heróis”. Vejam a entrevista aqui.


Mariana Pacheco é uma das mais consagradas actrizes da sua geração. Encontrámos-mos num final de tarde antes de dar início à peça o "Principezinho", no Teatro da Trindade, onde personificou a emblemática "rosa". Uma agradável e divertida conversa, num registo simples e descontraído que tão bem a caracteriza. Leiam a entrevista  aqui.


2018 ficou marcado também pela minha cirurgia à endometriose, sobre a qual deixei aqui o meu Testemunho. Ao aperceber-me que esta doença afecta 1 em cada 10 mulheres, resolvi entrevistar a Dra. Filipa Osório, Ginecologista-Obstetra, uma das grandes especialistas na área no nosso País e que me operou. Uma médica que se  distingue pela forma humana e carinhosa como trata cada paciente e lhes dá alento para enfrentar as adversidades associadas a esta doença. Vejam tudo aqui.

Agradeço a todas as entrevistadas por terem acedido ao convite do Breakfast@Tiffany's. Em 2019 irei dar-vos a conhecer outras personalidades. Quem gostavam de ver por aqui?

12 de julho de 2018

Dra Filipa Osório | Na Primeira Pessoa


A Dra. Filipa Osório é Ginecologista-Obstetra e uma das grandes especialistas em Endometriose no nosso País, tendo sido responsável pela recente cirurgia que realizei, da qual que vos falei no meu Testemunho. A sua área de diferenciação é a cirurgia minimamente invasiva ginecológica (laparoscopia e histeroscopia) mas o que a distingue verdadeiramente, na minha opinião, é a forma humana e carinhosa como trata cada paciente e lhes dá alento para enfrentar as adversidades associadas a esta doença, a qual afecta 1 em cada 10 mulheres.


Dra. Filipa Osório em que consiste a endometriose e como se manifesta? Qual é a diferença entre endometriose e adenomiose?

Nós mulheres temos dentro do útero umas glândulas a que chamamos endométrio, que crescem ciclicamente todos os meses, e que descamam ao fim do mês – ocorrendo a menstruação. Na endometriose o que acontece é que estas glândulas crescem fora da cavidade uterina, o que faz com que estas menstruem nos locais onde se implantam, originando lesões de endometriose. Estas podem-se localizar em qualquer parte do corpo, sendo mais frequentes na cavidade pélvica, junto aos órgãos reprodutores (útero e ovários). Adenomiose é uma forma de endometriose, em que as glândulas endometriais se localizam dentro do próprio músculo uterino. 

Dependendo do local, podem-se manifestar de diferentes formas, podendo ser identificadas sobre a forma de quistos, aderências ou nódulos, ou em alguns casos, infertilidade. 

Clinicamente manifesta-se maioritariamente por dor intensa (dor associada à menstruação, dor ao evacuar, dor ao urinar ou dor nas relações e por vezes dor na ovulação), e nalguns casos por infertilidade ou achados em exames de rotina. 


Muitas vezes é confundida com as dores inerentes ao ciclo menstrual, como distinguir? 

Pelo grau de dor­ – uma dor que é incapacitante, que interfere com o dia a dia da mulher e que não é facilmente controlável com analgésicos, é para ser investigada.


A doença actua da mesma forma em cada mulher? Pode afectar diferentes órgãos? Qual a percentagem de mulheres portadoras da doença?

A doença manifesta-se de forma diferente em cada mulher, ou seja, além de poder ter localizações diferentes, um nódulo no mesmo local pode ser indolor numa mulher e incapacitante noutra, tal como, numa mulher pode permanecer estável ao longo do tempo, como noutra pode ter um crescimento progressivo. E atualmente não conseguimos perceber ou prever o comportamento de cada uma. 

Como já tinha referido, podemos identificar lesões de endometriose em qualquer órgão do nosso corpo, sendo mais frequente na cavidade pélvica.

Esta é uma doença que afecta cerca de 10-15% das mulheres em idade reprodutiva. Ou seja, cerca de 1 em cada 10 mulheres terá endometriose.


Existe alguma dieta alimentar que ajuda a prevenir e/ou controlar a doença? E no que se refere a hábitos de vida?

Aquilo que verifico é que determinados hábitos alimentares podem diminuir os sintomas da doença, nomeadamente a restrição de lactose e a redução do glúten bem como das carnes vermelhas diminuem os sintomas de inchaço e dor pélvica numa grande parte das mulheres com endometriose. Também o exercício físico regular ajuda na melhoria do bem estar com redução da dor. 

Quanto à medicação, existe algo que possa atenuar o aparecimento de novos focos? 

O uso de terapêuticas hormonais como a pílula, leva à atrofia do endométrio com redução da probabilidade de progressão ou recidiva da doença. 


A gravidez pode ajudar a superar a endometriose? 

A gravidez não trata a endometriose e existem mesmo alguns casos (raros) de complicações da doença durante a gravidez, mas o mais frequente é haver uma redução dos sintomas pelo ambiente rico em progesterona e pobre em estrogénios, que ocorre durante a gravidez. Ou seja, podemos dizer, que na maioria dos casos, a gravidez “adormece” a endometriose. 


Há uma maior incidência de infertilidade em mulheres com endometriose? Qual a percentagem? 

Em números gerais, cerca de 2/3 das mulheres com endometriose não terão qualquer problema em engravidar. Apenas 1/3 vai precisar de ajuda neste caminho, que habitualmente está relacionado com os casos mais graves de endometriose. 


Existe alguma relação entre a doença e a idade da mulher? 

Não exactamente. É uma doença que pode aparecer durante os anos reprodutivos da mulher, ou seja, desde que inicia a menstruação até que entra na menopausa, mas a intensidade ou a gravidade não se relaciona diretamente com a idade. No entanto, como é uma doença que responde aos estrogénios que são produzidos pelos ovários, quanto mais precocemente ela aparece, maior é o risco de progressão e recidiva, pelo tempo de exposição hormonal até à menopausa. 


A partir de que altura é importante fazer um despiste e que exames devem ser efectuados? Há laboratórios e/ou instalações médicas que recomende? 

Todas as mulheres devem fazer uma vigilância ginecológica regular (pelo menos 1x por ano). Havendo sintomas associados à menstruação, nomeadamente dor intensa, devem procurar avaliação ginecológica. Aqui costumo dizer que fazer as perguntas certas, saber ouvir e observar a mulher que nos procura, permite chegar ao diagnóstico na maioria dos casos. Depois da suspeita clínica, a confirmação deve ser feita por uma boa ecografia (e aqui digo boa referindo-me a ser realizada por alguém que saiba identificar e mapear a doença, o que infelizmente nem sempre acontece) 

Se houver uma suspeita, deve ser procurado um centro/ hospital/ médico que se dedique ao tratamento especifico da endometriose, para que seja estudada e orientada correctamente. 

A associação de mulheres com endometriose – mulherendo – também tem um papel bastante activo no apoio e orientação destas mulheres, estando sempre disponíveis para o esclarecimento de quaisquer dúvidas. 


Uma mulher com endometriose fica curada após a menopausa? 

As queixas diminuem progressivamente com a entrada na menopausa porque deixa de haver crescimento das glândulas endometriais, pelo que as lesões existentes tendem a atrofiar e a deixar de ser sintomáticas. 


É uma doença hereditária? 

Sim, parece existir uma predisposição familiar, no entanto, é uma doença multifactorial, ou seja, ainda desconhecida, mas com vários factores envolventes. 


O que a levou a especializar-se nesta área? 

Uma sucessão de acasos que fizeram todo o sentido. Eu escolhi ginecologia porque desde a faculdade que comecei a ajudar cirurgia, nomeadamente laparoscopia ligada a infertilidade, com o Prof Pereira Coelho. Foi ele que me cativou e fez com que me apaixonasse pela cirurgia ginecológica com todas as suas facetas. Depois do bichinho instalado, entrei na especialidade, e comecei a trabalhar também com o Dr António Setúbal, estive a fazer um fellowship de cirurgia endoscópica avançada com o Prof Arnaud Wattiez em Estrasbourgo e quando foi altura de tomar opções a endometriose já fazia parte do meu dia a dia. 


A Dra. Filipa tem uma sensibilidade que senti em cada momento que estivemos juntas e que me deu confiança para enfrentar todo este processo. Considera que pelo facto de ser mulher é mais fácil identificar-se com a paciente? 

Não só, mas também. Acho que o ser mulher e o ser mãe me ajuda a compreender alguns dos medos e angustias de quem tem endometriose e isso ajuda-me a tratar melhor as minhas doentes porque ao compreender os seus receios e os seus desejos, consigo adaptar o melhor tratamento possível a cada uma de acordo com as respectivas expectativas. 


No meio de algo tão sério como a intervenção cirúrgica a que fui submetida (bem como noutros procedimentos), lembro-me que achei divertido vê-la com uma touca florida a fazer lembrar as dos personagens da Anatomia de Grey. É uma espécie de tendência entre os médicos? É fã da série? 

Dentro do bloco operatório temos que obrigatoriamente ter um fato próprio e calçado próprio, bem como touca e máscara; digamos que estamos todos vestidos de pijama horas a fio e todos de igual. A toca florida ou com outros motivos é apenas um toque pessoal de cada um, que permite dar cor e vida ao dia a dia :). Quanto à série acho piada, mas não tenho muito tempo para ver... 


Como se define como mulher? 

Esta é uma pergunta difícil de responder, mas acho que sou uma pessoa calma e tranquila e que me esforço por fazer bem o meu trabalho, não esquecendo a parte humana que é cada vez mais importante para estabelecer uma boa relação de confiança.


Jardins Fundação Calouste Gulbenkian


Mais uma vez obrigada por todo o carinho e dedicação ao longo de todo este processo!


Créditos Fotográficos Rute Obadia Fotografia 



Look

Kimono e calças Zara | Botins Aerosoles | Argolas Sofia Tregeira Joalharia de Autor

12 de abril de 2018

Mariana Pacheco | Na Primeira Pessoa


Mariana Pacheco é uma das mais consagradas actrizes da sua geração. O seu talento para as artes revelou-se desde cedo e a certeza de que a sua carreira passaria pelo mundo do espectáculo foi sempre uma constante. Encontrámos-mos num final de tarde antes de dar início à peça o "Principezinho", no Teatro da Trindade, onde personifica a emblemática "rosa", para uma agradável e divertida conversa. Um registo simples e descontraído que tão bem a caracteriza.


Mariana estamos aqui no Teatro da Trindade, onde interpretas a “rosa” no espectáculo do Principezinho. Como te sentes neste papel tão especial? 

Sinto-me muito feliz e preenchida por poder fazer parte de uma história tão verdadeira e intemporal como esta. Quase todas as crianças cresceram com o Principezinho. Poder agora ser uma das pessoas a contar a história a esta nova geração é um privilégio que tem sido muito gratificante.


Esta peça transmite mensagens extremamente actuais, entre as quais o valor da amizade, honestidade, da ausência de máscaras. Achas que no mundo em que vivemos estes princípios estão em crise? 

Acho. Acho que cada vez mais somos pressionados pela sociedade, ideais utópicos e ambiente em que vivemos, a usar essas máscaras. Especialmente num mundo que avança tão velozmente com a tecnologia, as redes sociais e todos esses aparelhos que aparentemente nos aproximam uns dos outros mas que na realidade nos tornam cada vez mais distantes.


Nesta peça destacam-se os teus dotes vocais, como foi entrar num musical? Se não tivesses sido atriz a carreira de cantora teria sido uma possibilidade? 

A carreira de cantora continua a ser uma possibilidade que nunca esteve esquecida. Nunca parei de cantar. Começaram a aparecer novos projetos (nomeadamente teatro musical) que me permitiram e continuam a permitir estar ligada à música profissionalmente, mas sempre foi esse o meu grande sonho.


Quando soubeste que querias ser actriz? 

Muito cedo. Sabia que queria estar ligada às artes. Adorava cantar, fazer palhaçadas, dançar (felizmente percebi a tempo que dançar não é o meu forte), estar à frente das câmaras ou de um microfone. As oportunidades começaram a surgir e não hesitei. Desde muito nova já sabia o que queria fazer na vida.


Começaste com o “Jogo” na SIC em 2003, entraste nos “Morangos com Açúcar” e desde então a tua carreira não mais parou de crescer…Qual a personagem que mais te desafiou? Confesso que como espectadora a Catarina Ferreira em “Coração d’Ouro” marcou-me muito, chegando por vezes a “detestar-te” (risos). Como se lida com esse lado? 

A personagem que mais me desafiou foi precisamente a Catarina, em Coração D’ouro. Foi uma oportunidade incrível mas assustadora ao mesmo tempo e tive muito medo de falhar.


Sei que gostas de escrever. Isso ajuda-te a preparar os teus personagens? 

É fundamental. Preciso de entrar dentro da personagem e para mim, não chega decorar o texto e saber as suas características. Gosto de ir mais longe, gosto de escrever os seus diários, criar uma história, um passado, encontrar segredos e coisas que possam ser só minhas. E adoro fazer essa construção.


Qual foi a sensação de ganhar um Globo de Ouro? Consideras que foi o momento mais marcante da tua carreira até à data? 

Foi totalmente inesperado. Provavelmente dos momentos mais bonitos que marcam a minha vida, num ano que foi cheio de coisas boas.


Até onde gostarias de ir como actriz? Tens curiosidade em explorar outros mercados? 

Claro. Gostaria de ir o mais longe possível. Gosto de testar os meus próprios limites e saber se consigo ultrapassá-los. Gostaria muito de fazer cinema, e quero continuar a fazer teatro e televisão. Sinto que tenho muita sorte por poder fazer o que mais gosto, mas é importante continuar a ter ambições sem nunca deixar de valorizar o que temos e já conseguimos.


Gostas de moda? Como identificas o teu estilo? Até onde irias na mudança de look para compor um personagem? 

Não é uma área que me interesse muito, na verdade. Para uma personagem seria capaz de fazer mudanças radicais. Na minha vida pessoal, gosto de simplicidade e conforto. Não adoro ir às compras e os desfiles de moda aborrecem-me bastante :)


Como te defines como mulher? 

Acho que sou sonhadora, sempre lutei pelos meus objetivos e gosto de os concretizar. Sou simples e emocional.


Créditos Fotográficos Catariina Fernandes Photography


Hair by Tita Martins for Anton Beill Haircare 


  Make- up Perfumaria Douglas by Maria da Luz


Look

Shirt, vest and trousers Mango | Glitter ankle boots Cubanas Shoes | Watch Dior | Earings Topázio | Ring Eugénio Campos Jewels