Sobre Mim Entrevistas Artigos Produções Lifestyle

29 de outubro de 2012

Em tua memória MÃE



Faz hoje um ano que partiste e nunca mais NADA será como dantes, o fosso que deixaste é icomensurável e a saudade não tem fim. Há pouco tempo li num livro algo que transcreve na perfeição aquilo que sinto: 

"...Nunca deixei de pensar a mãe vai gostar de saber isto, tenho de lhe contar quando chegar a casa e não está ninguém e nunca mais vai estar. Abolutamente nunca. É nessa altura que tenho saudades dela. Queria tê-la de volta, mas teria de ser como dantes. Este buraco... Este ano sem ela mudou tudo."

..." Perder alguém é como ser ferido por um estilhaço de granada quando um bocado de granada fica preso num sítio onde os cirurgiões não podem chegar e decidem deixá-lo ficar. A príncipio é uma dor atroz e a pessoa não acredita que possa sobreviver. Depois o corpo envolve o corpo estranho e ele deixa de ferir. Pelo menos não doi como dantes. Mas de vez em quando vem de repente uma picada e compreendemos que ele ainda está e vai sempre estar. Faz parte de nós. Uma ponta dura e afiada cá dentro."


In Último Acto em Lisboa de Robert Wilson
 

Sem comentários:

Publicar um comentário