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9 de janeiro de 2011

Morte de Carlos Castro


Carlos Castro, jornalista português de 65 anos, foi encontrado morto esta madrugada num hotel em Nova Iorque em circunstâncias no mínimo macabras: foi castrado e tinha a cara em muito mau estado. O principal suspeito é o modelo Renato Sampaio de 21 anos.

Castro nunca escondeu aos amigos que quando morresse, gostava que fosse em Nova Iorque, a sua cidade favorita – pelos excessos e possibilidades que abria em cada esquina. Exactamente como foi a sua vida.

Carlos Castro nasceu em Moçambique em 1945. Desde muito jovem que a sua grande paixão era a leitura e cedo descobriu igualmente a sua vocação para a poesia. Aos 15 anos partiu para Luanda e colaborou em diversos jornais, revistas e rádios.

Em 1973 venceu o festival de Luanda com o poema Feitiço de Tinta. Dois anos depois, veio viver para Portugal e começou uma profícua carreira como jornalista.

No dia que celebrou 65 anos de vida, descreveu-a como "uma longa e feliz caminhada". E não escondeu a satisfação. “Sou uma pessoa muito positiva e acho que não tenho de me queixar de nada. Tenho tido tudo aquilo que quero!”, confessou.

Por ser um homem polémico tinha uma relação de amor ódio com algumas figuras públicas e foi coleccionando inimigos ao longo da sua vida graças às suas crónicas de língua afiada.

Por ironia do destino, acabou por partir deste mundo na sua cidade preferida. A sua 36.ª visita a Nova Iorque foi a última. E isto numa altura em que vivia um período muito positivo. “Ele estava mesmo muito feliz ao lado do Renato. Foi com ele que recuperou a alegria de viver”, confidenciou um amigo do jornalista.

A última crónica de Carlos Castro foi publicada este sábado, na revista Vidas, do 'Correio da Manhã' e foi escrita desde Nova Iorque.

“Espero que 2011 tenha dias felizes e muita serenidade”, desejou. Infelizmente quis o destino que fosse assassinado no lugar onde sempre quis morrer.

Não sei quais foram as razões que levaram à sua morte, sei apenas daquilo que tive oportunidade de conhecer por motivos profissionais que era um homem tímido, genuíno e amigo do seu amigo. Apesar de ser um homem polémico tinha sem dúvida um bom coração e não merecia esta morte macabra. Paz à sua alma.

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